Pensando no retorno.
Nada entendo de signos: se digo flor é flor, se digo água é água. (mas pode ser disfarce de um segredo). Se não podem sentir, não torçam a arvore de coral do meu silêncio: deixem que eu represente meu papel. Não me queiram prender como a um inseto no alfinete da interpretação: se não me podem amar, me esqueçam. Sou um homem sozinho num palco, e já me pesa demais todo esse ofício. Basta que a tortura da vida das palavras deite seu fogo ou mel na folha quieta, num texto qualquer com o meu nome embaixo.
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