Foi depois dessa frase que parei para pensar: tudo tem um motivo e na maioria das vezes se o motivo não é singular é dado por outras pessoas e ele foi ótimo ao ressaltar isso, conseguiu ter essa percepção de que eu uso "todos" os motivos para relatar fatos e construir meus textos. Lógico que a conversa mencionada não tem relação com o que vou escrever agora, era um outro assunto mas me trouxe a essa observação.Motivos para escrever não me faltam, desde quando fiz minha primeira sessão de terapia há 7 dias atrás, falei que escrevia em diários, foi recomendado pela própria psicóloga que eu continuasse a escrever e nunca parasse, assim dessa maneira poderia colocar para fora tudo que era ruim, bem como as coisas boas, uma forma de minimizar a ansiedade e começar a trabalhar emoções. Disse também que eu poderia tanto ler depois como esquecer ou até mesmo rasgar e jogar fora mas que tinha sido válido pela coragem de botar pra fora. E isso vem até hoje, geralmente escrevo e não gosto de reler, sempre acabo achando uma merda depois e tenho enorme vontade de apagar. Dois amigos me disseram que isso se chama "auto-sabotagem". Se bem que existem alguns textos que eu poderia andar com eles no bolso, são totalmente recicláveis e cabem perfeitamente em qualquer ocasião, eu poderia lê-los em meu cotidiano fácil fácil.
Não tenho nenhuma pretensão a mais que escrever e ser um bom contador de histórias, ainda tenho dúvidas se alguém verdadeiramente entende as minhas palavras, escrevo porque são tantos os sentimentos, tantas as vivências, tanta a vontade de gritar para o mundo que eu sou e pertenço a ele, talvez de uma maneira controversa, fora dos padrões de normalidade e sempre com arbitrariedade vindo do meu exterior. No fundo eu bem que gostaria que aquilo que escrevo contribuisse em algo para aquele que lê e não fosse apenas uma leitura divertida.
Isso aqui é vida, é a minha vida, por isso, quero sempre ter motivos e que as pessoas continuem a me dar motivos para elaborar meus singelos textos e deixá-los nos anais da minha vida e para a eternidade. (que profundidade, rs rs rs rs!)
Adorei o texto! E se sua missão é além de diversão, sinta que foi cumprida.
ResponderExcluirE quanto a terapia, espero que você tenha achado "sua" Paulinha.