
Crescimento em ritmo acelerado, andaimes, máquinas e homens numa movimentação alucinante compõem o cenário no Complexo Portuário de Suape, no litoral sul de Pernambuco. Mas o desenvolvimento – que atinge índices chineses de expansão – traz suas conseqüências: uma área de manguezal equivalente a 508 campos de futebol será desmatada. O avanço sobre o mangue segue na mesma velocidade do crescimento econômico.
A destruição de um dos mais ricos berçários das espécies marinhas é o preço que a natureza está pagando com a instalação das indústrias.
As entidades ambientalistas ainda não desistiram. Prometem,entrar na justiça com uma liminar, enfim, tudo que se puder fazer até esgotar todos os instrumentos jurídicos para tentar impedir este ato tão criminoso de supressão de mangue, será feito.
O mangue é conhecido como a maternidade do mar. Neste ecossistema, a maioria dos peixes que vai pra mesa dos brasileiros nasce e se alimenta.
As comunidades pesqueiras dependem diretamente da vida que se multiplica nos manguezais. Os pescadores serão as principais vítimas do desmatamento anunciado.
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